domingo, 31 de março de 2013

- eu amo...
- o que?
- chocolate.
- há ok, xau!
- xau chocolate!

Awn! So eu é que acho isto fofo ??

segunda-feira, 25 de março de 2013

sábado, 23 de março de 2013

A História De Uma Vida

Um dia uma amiga minha disse á outra que a vida dela dava para fazer um livro. Então aqui está a história da vida dela. É um pouco grande pois tratasse de dois anos. Espero que gostem. Isto só está no meu Blog porque a pessoa que fez isto não tem Blog e eu perguntei se podia por no meu. Espero que gostem. :)


Neste momento tenho dezasseis anos, já vão lá dois anos e uma história para contar que nem eu imagino fim.
Quando a conheci ela era uma criança, ela não sabia o que era amar, o que era gostar realmente de alguém. Eu falo dela mas nem eu tinha noção da vida. Nunca se sabe o que nos reserva para o futuro podem ter a certeza que eu nunca me imaginei neste papel. Não sabes o quanto me custou lutar. Nunca desistas de uma coisa que te faz feliz, se baixares os braços ninguém irá lutar por ti. Nem mesmo o teu melhor amigo por muito que goste de ti. Porque ele não poderá fazer nada. Tens de ser tu! Sempre…
Tudo começou quando…
Conheci-a por acaso. Ela era da turma do meu irmão desde o quinto ano, eu sabia que ela existia mas nunca tinha falado com ela. Tínhamos amigos em comum, a minha melhor amiga conheci-a desde pequena e dava-se bem com ela. Não foi preciso muito tempo, nós acabamos por nos conhecer… Ela tinha onze anos eu tinha catorze. Podia-vos dizer isto assim, sem mais nem menos, mas vocês não acreditariam em mim. Se eu vos disse-se que me apaixonei por ela à primeira vista? Não me apaixonei por ela só por ser bonita, porque ela não é bonita, é linda. Apaixonei-me por ela pelo seu jeito de ser, pelo seu jeito de falar, pelos gritos aterrorizantes que dava… Por as brincadeiras que tinha, por as bojardas que dizia… Não foi preciso muito tempo para nos começarmos a conhecer melhor. Ninguém sabia o que eu sentia, nem mesmo a minha melhor amiga. Eu estava confusa, pensava que isso me passava e que a acabaria por esquecer, por tanto não quis dar falsos alarmes. Tinha medo da reacção dela.
Ela é mais nova que eu, três anos, cinco meses e nove dias. Para mim foi um choque quando realmente me apercebi que gostava mesmo dela, mas gostar de verdade! Eu estava apaixonada por uma gaja, não por uma gaja qualquer… Mas sim, eu estava apaixonada por uma gaja!
E agora?! Que faço?! Digo-lhe?! Que faço?! Ela nunca irá compreender! Que faço?! E agora?!... Senti-me assim durante dias … Não sabia mesmo o que fazer. Estava perdida. Sentia-me como se não soubesse para onde era norte. Era como se a minha bússola não funcionasse e eu estivesse no meio do nada, sem reservas. Fui ganhando coragem, até que numa tarde decidi contar á minha melhor amiga. Custou-me tanto, mas tinha de desabafar com alguém. Quando eu contei á minha melhor amiga, não me consegui conter e comecei a chorar. Ela apareceu de repente e não estava sozinha. Eu estava chorando e ela aproximou-se e eu contei-lhe que estava começando a gostar dela de outra forma. Ela ouviu-me, mas fingiu que não era nada e pensava que isso passava, mas não, eu sabia o que sentia, o que queria. Só não sabia o que fazer…
Nos primeiros tempos foi difícil. Ela sempre gostou muito de mim, mas não como eu queria. Tínhamos brincadeiras que ela não tinha com mais ninguém. Um dia chegou a altura dos ciúmes. Eu não a aguentava ver com outras pessoas, eu não aguentava ver com outros gajos e não puder fazer. Ela não gostava de mim mas sabia que eu gostava dela. Estávamos quase sempre chateadas, mas ficávamos sempre bem. Tentei-a beijar muitas vezes, ela fugia, mas era divertido ver a cara de parva dela… Asserio… era bué divertido.
Ela não sentia o mesmo por mim mas não eu não queria desistir. Sempre soube que ela sentia algo. Não amor, mas algo, tipo… eras como irmãs.
O ano acabou e separámo-nos. Ela vive a 2 km de mim não era muito difícil estar com ela. Durante as férias só a vi três vezes e uma delas foi nos anos dela. Estivemos juntas numa piscina e houve química. Mas ficámos por aí, não passou de química. A mãe dela não gosta de mim e se ela soubesse que eu gostava da filha dela então matava-me e dava-me de comer aos porcos! Mas a mãe dela não sabe. Nem precisa de saber.
Á duas semanas que não me respondia às mensagens, e desligava-me o telemóvel… Isto era tão estranho. Ela nunca me fazia isso. Estava chateada comigo e eu desconhecia os motivos. Estávamos nas férias de verão e eu já não sabia nada dela á algum tempo. Por tempos esqueci-a, como já não a via, como ela já não queria saber de mim comecei a namorar com um moço. Era um namoro de verão e já não era a primeira vez que estava a namorar com ele. Ele gostava mesmo de mim. E pensei que a acabaria por esquecer. Tinha passado um mês sem notícias dela e pensava mesmo que ela já não queria saber de mim. Chorei tanto, se ao menos soubesse por que razão é que ela estava chateada comigo… Mas ela nem isso me dizia. Passou-se um mês e dez dias, nada de noticias dela. Estavam aí os dias medievais e ela ia de certeza. Eu já tinha acabado com ele. Não aguentava mais a tentar enganar-me. Eu gostava mesmo dela. Podes ter a certeza. Ela não me saía da cabeça nem mesmo á força.
Nos dias medievais, nos dois primeiros dias não a vi. A minha auto-estima baixou, a minha esperança de a ver estava mesmo a acabar. Finalmente vieram notícias boas. Um amigo meu disse-me que tinha estado com ela. E disse-me onde é que a podia encontrar. Fui lá, fiquei uma hora a observá-la. Ela já tinha dado conta da minha presença e simplesmente ignorou-me. Eu também o fiz mas custou-lhe mais a ela. Era como se alguém a tivesse a obrigar. Era estranho… ela saio do sitio onde se encontrava e eu segui-a e agarrei-a e disse-lhe qualquer coisa como: “eu não quero a tua amizade, só quero saber porque não me falas!”. Mas ela insistia para a deixar ir embora, até que cedi e larguei-a. Mas fui atrás dela. E fiquei mais uma meia hora a observá-la. Ela voltou para o sítio onde a tinha estado a observar pela primeira vez e voltei a tentar falar com ela. Mas ela simplesmente voltou-me a ignorar. Tinha-me fartado de me rebaixar inúmeras vezes sem sucesso. Para mim tinha chegado ao fim. A única coisa que me ajudaria era o álcool. Apanhei uma bebedeira tão grande que já não via o chão, já não ouvia nada. Só me lembro da minha mãe me dar uma chapada e eu começar-me a rir.
Quando fiquei consciente não me lembrava do que tinha feito. Mas veio-me á memória a voz dela, o cheiro dela. Aí lembrei-me que tinha entrado em contacto pessoal com ela, mas não tinha tido sucesso. Fiquei por aí, se ela tinha mesmo a certeza que não queria saber de mim então que fosse feliz. Mas eu precisava dela, por muito que eu saiba que ela não queria ter nada comigo eu sentia-me estupidamente mal. E continuei sem saber o que fazer.
Faltava duas semanas para as aulas começarem. Aí eu poderia falar com ela com mais calma. Apesar da raiva que tinha, eu queria a minha baby de volta. Cada vez que me lembro do que sofri nessas férias nem vontade tenho de comer. Mas é passado.
A escola começou, tinha tanta raiva que cada vez que passava por ela nem lhe olhava. Passava a vinte metros de distância dela e quando vinha na minha direcção eu simplesmente mudava de passeio. Eu sei que lhe custou, mas custou-me mais a mim. Só foram dois dias assim nesse ambiente. Eu decidi ir falar com ela e resolver tudo. Disse-lhe que precisávamos de falar. Falámos mas só me lembro do nosso abraço, fui com tanta força que quase a esmagava. Foi um momento especial. Ficámos bem. Como de antes.
Agora era mais velha, estava mais mulher. Já não era aquela menina pequenina que eu conheci. Eu ainda tinha na memória todos os nossos momentos. Ela pensava que eu já não gostava dela. Mais tarde vim saber que ela teve um mês e vinte e cinco dias sem me falar porque queria que eu a esquecesse… Mas isso nunca aconteceu…
Arranjei um novo namorado, eu no princípio acho que gostava dele, não o amava, mas sentia um fraco. Ela pensou que eu já estava noutra e que já não a amava mas isso não era assim. Eu gostava dele, mas ela… Ela sempre foi o meu amor. Sempre foi aquela pessoa que estava a toda hora na minha cabeça e que nunca saia de lá, nem mesmo á força. Namorei com ele dois meses e acabei por acabar com ele. Não o queria fazer sofrer mais. Eu não gostava o suficiente dele para ter algo. Ele estava iludido e era o melhor que eu tinha a fazer.
Eu contei-lhe que ainda gostava dela e que ia continuar a lutar por ela. Não me lembro o que ela disse mas só sei que a desiludi. Mais uma vez
Algo tinha mudado. Ela estava diferente, estava mais objectiva. Ela cresceu, dava para ver. Eu já tinha dezasseis anos e ela doze. Recompusemos a nossa amizade e voltou tudo ao que era de antes.
Ela é tão linda. Apesar da nossa diferença de idades somos da mesma altura. É tão embaraçoso, é esquisito mas já me habituei. Ainda por cima tem aquele jeitinho que parte corações… gosto tanto dela...
Tinha de arriscar, não podia estar mais tempo sem fazer nada.
Uma vez perguntei-lhe se alguma vez iria ter uma oportunidade com ela e ela evitou dizer mas a resposta não foi a que eu queria ouvir. E ainda se agarrou a mim, senti-me tão mal... eu de vez em quando perguntava-lhe isso e ela dizia que nunca iria gostar de gajas e que eu nunca se iria apaixonar por mim.
Comecei-me a cortar. Não aguentava mais todo o sofrimento que estava dentro de mim. Para combater esse sofrimento todo precisava do amor dela, mas ela não mo dava. Cortava-me para tentar combater o sofrimento que tinha dentro de mim, mas a dor dos cortes nunca é soficiente.
Era o último dia do primeiro período. Eu, ela, mais uns amigos nossos, jogámos ao bate-pé. É tipo ao verdade e consequência. Ela pediu-me um beijo e quando fui beijá-la tentei meter a língua mas ela não deixou. Fiquei desanimada porque era o que eu mais queria. Mas ela ter-me pedido um beijo já é um começo.
Foi na festa de natal, nesse mesmo dia á noite. Nós já tínhamos tido aqueles momentos muito especiais que quase nos beijávamos, aqueles momentos das telenovelas e isso…
Estávamos sozinhas, agarradas, infelizmente foi tão rápido, mas, ela beijou-me. Pela primeira vez ela beijou-me asserio! Ela já me tinha beijado mas desta vez fui um beijo diferente, a…. Ela deu-me um linguado. Fiquei chocada. Foi de tão de repente! É claro que gostei. Nunca irei esquecer aquele momento. E depois fomos actuar juntas. Eu toquei com a turma dela porque faltava um elemento e eu o substituí. Actuei tremendo pelo que se tinha passado. Foi o melhor momento da minha vida. Foi dia 14 de Dezembro, nunca mais me esqueço. Esse dia mudou tudo. A partir daí, começamos a curtir sempre que estávamos sozinhas. E algo desenvolveu. Ela começou a sentir um fraco por mim e esperança negativa desapareceu. Agora já não a ia largar, não queria perder o que tinha lutado até agora. Eu nunca a obriguei a fazer nada, eu não sou assim. Apenas confiei no tempo, e esperei. Quando curtíamos era para partir tudo. Nada resistia. Curtimos em tantos sítios que metade já nem me lembro. Acabou por acontecer o que eu menos achava que iria acontecer. Ela começou a gostar de mim.
Deixei-me de me cortar. realmente percebi que não vale a pena, não resolve nada.
Estava na altura de dar um passo em frente. Tinha ido passar um fim-de-semana á casa da minha melhor amiga. Era sexta-feira e sem pensar pedi-lhe em namoro por mensagem. Se eu não tivesse confiante eu não lhe teria pedido. Ela quis fazer-se de difícil e disse-me que logo me daria a resposta no sábado. Nessa mesma tarde nos tínhamos estados juntas e também acabámos por curtir.
Chega sábado, era de tarde e ela foi á casa da minha melhor amiga. Deitámo-nos numa cama, começamos aos beijos e perguntei-lhe novamente qual é que era a resposta dela. E ela disse que sim, que queria namorar comigo. Namorámos a tarde toda, foi tão bom. No domingo foi igual, ela foi lá outra vez e namorámos a tarde toda.
Começam os ciúmes outra vez… desta vez era diferente porque nós namorávamos mas ninguém sabia a não ser os amigos mais próximos. Não aguentava a ver com outras pessoas. Antes fosse só falar, mas agarravam-se a ela, ela maioria das vezes não fazia nada. E eu muito menos podia fazer. Se fizesse alguma coisa ia dar muito estrilho, e a última coisa que eu queria menos nessa altura era que os outros descobrissem tudo. Aconteceu um stress e acabei com ela. Arrependi-me logo porque eu amo-a tanto. Mas nesse mesmo dia resolvemos as coisas e desta vez foi ela que me pediu em namoro. É claro que eu aceitei.
Mas antes fossem só os ciúmes… Nós já tínhamos a fama de bissexuais e isso não era nada bom para o lado dela. A mãe dela poderia vir a saber e eu podia a perder para sempre. Ainda por cima a mãe dela não gosta de mim. Tínhamos de ter cuidado em todo o lado. Não podíamos estar juntas na escola. Não podíamos estra juntas em lado nenhum, sendo assim, porque eu só estava com ela na escola, praticamente.
Aconteceu o que eu mais temia. Era de noite eu estava em casa. Já estava deitada mas estava preocupada porque de repente ela deixa-me de me responder ás mensagens… passado uma meia hora ela liga-me a chorar, não conseguia falar. Eu vi logo que se passava algo. Nunca a tinha visto naquele estado e comecei a tremer. Alguém tinha dito á mãe dela que nós namorávamos. Enquanto ela foi tomar banho a mãe dela foi-lhe ver o telemóvel e teve confirmações. Se ela tivesse apagado as mensagens nada disso acontecia. Ela estava mal e não sabia o que fazer. A mãe dela proibiu-a de falar comigo e obrigou-a a acabar tudo. Ela assim o fez porque nunca tinha visto a mãe naquele estado e não queria que a mãe contasse ao pai porque tinha medo que o pai reagisse pior e se ela voltasse a falar comigo a mãe mudava-a de escola. Fiquei em choque. Não estava mesmo á espera que isso acontecesse. Ela não sabia o que fazer e eu também não. Alguns dias depois ela acaba comigo porque pensa que é o melhor a fazer.
Ela arrependeu-se de ter acabado comigo. Foi obrigada e achava que não era o que estava certo, não era isso que ela queria. O coração dela estava a sofrer porque me amava e queria ficar comigo. Eu gostava tanto dela que naquela altura não hesitei e pedi-lhe em namoro. Ela aceitou.
Estávamos juntas de manha na escola. Tinha de ser rápido porque podia aparecer alguém e depois iam contar ao irmão dela.
Era o último dia do segundo período. Nós tínhamos acabado de estar juntas á cerca de uma hora. Estivemos a despedirmo-nos porque estava aí as férias da páscoa e supostamente não íamos estar juntas durante duas semanas.
Tudo parecia estar mais calmo até que ela ligou para a minha melhor amiga e pede-lhe para me passar. Estava a chorar e pediu-me para eu me sentar. Eu vi logo não era coisa boa. Tinham mandado uma mensagem em anónimo á mãe dela a dizer que nós tínhamos voltado. Desta vez a mãe dela até telefonou para um psicólogo a perguntar se era normal uma miúda de doze anos saber o que sente e por quem sente. Se ela diz que gosta de mim e porque tem a certeza do que sente. Eu conheço-a, sei que se ela não gostasse ela não tinha feito o que fez até agora. E mais uma vez a mãe dela falou da minha família. Que raio pôr sempre a minha família ao barulho! Eu sei que o meu pai é doente mas isso não significa que a minha família seja uma má família. Essa mulher odeia-me mesmo. Mas se ela soubesse o quanto é que amo a filha dela, tenho a certeza que a opinião dela seria diferente, menos má, acho eu. A mãe dela acha que eu obrigo a filha a gostar de mim. Ainda estava a falar com ela por telemóvel e deixo de conseguir de respirar quando ela me pede desculpa, eu percebi logo qual tinha sido a decisão dela. Ela ia se afastar e desta vez seria para sempre, disse ela. Eu comecei a chorar e não conseguia respirar. Eu estava com um grupo de amigos nessa mesma tarde quando ela me ligou.
Entraram todos em estado-choque quando me viram me viram naquele estado e não pararam de me perguntar o que se passava. Senti-me como se o meu mundo desmoronasse e eu estivesse debaixo dele, sem forças para o suportar. Tentei ser forte, normalmente costumo tentar ser sempre mais forte que ela. Ela é mais pequenina e precisa mais de mim do que preciso dela. Eu volto-lhe a ligar e disse-lhe que ia esperar o tempo que fosse necessário e que a amava muito essas coisas lindas que se dizem. Deu para ouvir o sorriso dela. E nesses últimos 10 minutos ela foi a única coisa capaz de me fazer sorrir.
A mãe dela nunca irá aceitar, nunca irá compreender.
A última coisa que eu quero neste mundo é que me separem dela. Nós não acabámos. Não vou puder estar com ela, mas não preciso estarmos sempre juntas para ela saber que a amo. Ela pode estar no outro lado do mundo, o tempo que quiser que o que vou sentir por ela não mudará.
É tão… lindo o que sinto por ela que tenho medo de me apaixonar por outra pessoa porque sei que nunca vou sentir por ninguém o que sinto por ela. Mas eu sei que isso não vai acontecer tão cedo. Tenho medo que ela deixe de gostar de mim. Mas se assim for espero sinceramente que seja feliz. Por enquanto estamos felizes juntas. Quando ela fizer 18 anos e se ela ainda me amar vamos fugir para longe, para Londres. É um sonho nosso eu espero o tempo que for necessário. E se não for suficiente eu espero uma vida toda. Tipo... Para sempre…
 














 







 

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Olá!! Querem que eu continue a postar a fic? Se sim comentem... Aos 2 comentários ponho

domingo, 20 de janeiro de 2013

Olá!! Eu disseque ia por o resto dos capitulos da fic. mas o peu pc está avariado e eu venho cá no teu meu irmão e eu já não sei onde é que encontrei a fic. Mas quando o meu pc tiver bom eu ponho o resto. Pesso desculpa ás meninas que estavam a ler a fic.
Psiu, VALORIZA quem te chama de princesa, bebê, linda, gostosa e etc, porque ele tá sendo sincero e gosta de você. Valoriza quem saiba te dar uma flor, uma roupa ou uma coisa que você quer muito.Valoriza quem pegue na sua bunda, na sua coxa, na sua mão, no entanto que TE RESPEITE acima de tudo, que saiba te valorizar também. Valoriza quem beije sua boca de forma irresistível e que beije sua testa ...com carinho. Valoriza o homem que é imperfeito, que erra, que te machuca mesmo sem intenção e que quando te vê chorar, te abraça e pede desculpa pelo o que cometeu, que limpe suas lágrimas e depois faça cócegas em você. Valoriza quem te faz sorrir com palavras, com gestos, fazendo você pagar mico no meio do shopping e que te faz sorrir com piadas idiotas. Valoriza o homem que brinca, que erra, que pede desculpas, que faz idiotices, que comete loucuras, que faz bobagens, que diz eu te amo, que te xinga de todas as formas, que te da beliscões, que te da conselhos e que faz coisas erradas. Enfim, valoriza o homem da forma que ele é, porque ele não é perfeito, apenas valorize, mesmo com todos os defeitos dele, pois só ao lado de quem amamos, que podemos mostrar nossos defeitos. Apenas valorize aquele que você sabe que te ama, mesmo cometendo um erro, mas o assumindo. Mesmo ele não dizendo que te ama a toda hora. Porque sendo quem você for, errada, chata, e birrenta, ELE VAI TE VALORIZAR. ♥

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Tenho de me ir embora... Desculpem amanhã ponho o resto da fic.
Desculpem :'(

Enough of happy endings

Capítulo 9

Pff leiam com esta música: http://www.youtube.com/watch?v=mtM_cc4SPJI&feature=related

- Preciso de te fazer uma pergunta… - fechou os olhos e colou a sua testa à minha ainda com a respiração acelerada. Conseguia ouvir os nossos corações que batiam em sintonia no vazio da noite – Queres… namorar comigo?
- Sabes o que isso implica não sabes? Zayn…? – eu olhei-o com um olhar triste e ele correspondeu-me com uma expressão determinada e apaixonada pronto para lutar contra tudo e todos.
- Sophia… eu amo-te mais que tudo. Se aquele monstro vier atrás de ti eu protejo-te com todas as minhas forças! Até morro por ti…
- Mas… - queria dizer-lhe que não queria que ele morresse ou fosse ferido, não queria ter esse peso na consciência mas nada me saia. Estava estática, espantada com a sua expressão, a sua determinação. Ele queria lutar pelo nosso amor mesmo que tenha um fim trágico… ou não. 
- Eu… eu aceito Zayn… Sabes? Eu amo-te tanto – aproximei-me dele mas ele afastou-me e pôs-se por cima de mim prendendo-me os ombros. Olhei-o com uma expressão confusa e tentei-me soltar.
- Zayn??! Larga-me!
- Antes tens de me prometer uma coisa… - eu acenei receosa e ele prosseguiu – Tens de me prometer que aconteça o que acontecer… o nosso amor não pode morrer. E tu… ou eu não podemos desistir de viver…
- Que conversa é ess…
- Apenas promete-me!
- Okok! Eu prometo…! – olhei-o nos olhos, aqueles olhos eram tão reconfortantes, tão intensos e protetores. E prossegui - Sabes o que foi a última coisa que a minha mãe me disse? Disse para não desistir já, disse que mais tarde ou mais cedo iria acabar por ser salva por um anjo… tenho de admitir que pensei que fosse o meu irmão mas quando ouvi a tua voz através das grades e senti o calor da tua mão na minha percebi. És tu o meu herói e nunca te poderei agradecer, estarei sempre em dívida para contigo Zayn…
- Não digas isso… não sou anjo nenhum, apenas estava lá na hora certa, no momento certo para te salvar. E ainda me culpo por não te ter poupado a mais… Amo-te
- Olha, estás a ver estas estrelas todas? Que brilham a uma intensidade lindíssima? O meu amor só morrerá quando o brilho delas se desvanecer… nunca! – sorri ao aperceber-me de que Zayn tinha deixado de me prender os ombros. Ele deitou-se em cima de mim e eu prendi as pernas ao seu tronco. Ambos sorriamos à luz daquela lua enorme, daquela chuva de prata.
- Vais-me beijar ou não? – puxei-o para mim e finalmente, numa união inquebrável, unimos os nossos lábios. Ele despenteava-me cada vez mais enquanto explorava os cantos e recantos do meu corpo com a outra mão. Entreguei-me completamente àquele beijo que nos uniu oficialmente, que deu início ao nosso amor, à nossa história.
Dormimos juntinhos, abraçados, o nosso amor era tão grande, tão intenso. 

Os meus olhos começaram a sentir claridade. Abri-os lentamente. Vi que um raio de luz atravessava uma pequena janela. Eu estava deitada numa cama poeirenta, manchada de sujidade. De repente olhei em frente e vi grades. O medo assolou-me o peito como uma explosão de pânico.
- NÃOOO! – agarrei-me rapidamente às grades e puxei-as. Lágrimas caiam dos meus olhos e uma expressão de sofrimento e medo congelou-me o rosto.
- Sophia? Tem calma… - era Zayn, parecia estar numa cela ao lado e sussurrava-me protectoramente – Estamos na prisão… o Niall já vem aí!
- P… prisão? – olhei em volta e ao ver polícias a rondarem as celas respirei fundo de alívio, podia estar presa mas pelo menos estava segura. Mais tarde veio o Niall acompanhado por Melissa e tiraram-nos dali. Zayn explicou-me que fomos ali parar por estarmos a dormir no parque sem permissão. Os guardas deram-nos um sermão que nunca mais acabava, eu não ouvi palavra do que eles disseram pois estava a observar um velhote que segurava as grades com uma das mãos enquanto sussurrava coisas imperfectíveis. Num momento os nossos olhares cruzaram-se e consegui observar uma réstia de medo e sofrimento nos seus olhos já quase cegos mas rapidamente desviei o olhar.
Mais tarde fomos a um café. Estávamos a tomar o pequeno-almoço todos juntos, tenho de admitir que a comida era muito melhor que à da prisão, quando eu me lembro…
- Ahhh! Vocês ainda não sabem!! – sorri para Zayn.
- Não sabem do quê amor?
- AMOR? – gritaram os dois ao mesmo tempo. E quando eu mostrei as nossas mãos entrelaçadas ambos abriram as bocas. Eu e Zayn rimo-nos como nunca o fizemos, eles eram as pessoas mais cómicas que conhecíamos mas também os nossos melhores amigos.
- Parabéns aos pombinhos! – disse Niall dando uma pancadinha nas costas de Zayn.
- Bem-vinda à equipa amiga! – rimo-nos como duas loucas e contei-lhe tudo, como foi, onde foi… ela é a minha melhor, não lhe podia omitir uma coisa daquelas!
- Querem ir passar o dia à cascata? – concordaram todos automaticamente. Fomos ainda ao hotel e a casa do Niall e preparamos um cesto cheio de comida e bebidas para fazermos um piquenique. 
Ao chegarmos aquele sítio mágico pude sentir o ar fresco invadir-me o corpo e ouvir o chapinhar da água da cascata. O aroma a rio pairava no ar e eu sentia-me nas nuvens. Aquele lugar fazia-me sentir livre como uma brisa esvoaçante.
- Quem chegar em último é um ovo podre! – Marissa passou por mim a correr. Eu comecei a correr atrás dela enquanto me despia. Senti alguém a puxar-me e Zayn passa-me a frente a correr enquanto se ria às gargalhadas. Desisti de tirar uma das pernas das calças e saltei para as cavalitas de Zayn.
- Ah-há! Apanhei-te tonto!! – tapei-lhe os olhos e ele começou a andar aos zigues-zagues – Direita… não, esqueda! Em frente, FRENTE! – e acabamos por cair os dois dentro daquela lagoa. A água estava gelada, congelava-me os ossos até às entranhas.
Comecei a ouvir umas gargalhadas e virei-me. Era Melissa e Niall, estavam sentados no chão a rirem-se enquanto apontavam para nós. Ambos cruzámos os braços.
- Mas qual é a graça?? – ouvi Zayn dizer.
- Sim, não sei onde é que está o palhaço! 
- Descobrimos os ovos podres amor! – Melissa apontava para nós enquanto se ria. Eu olhei para Zayn e ele olhou para mim. Estávamos cobertos por uma camada de algas, estávamos verdes e pegajosos. 
- Tas tão lindo amor! - e começamo-nos a rir até nos faltar o ar. Empurrei o Zayn e ele caiu novamente na água enchendo-se mais de sujidade e corri para o meio das árvores. Ali ele mal me conseguia ver, estava camuflada. Olhava para todos os lados enquanto me escondia no meio dos arbustos. De repente oiço o meu nome num sussurro… era Melissa.
- Aqui, estou aqui…!
- Ah, eu também empurrei o Niall agora estão furiosos à nossa procura – demos as duas uma leve gargalhada. Abracei-a, adorava-a tanto… como uma irmã que nunca tive.
De repente, como dois animais esfomeados saltam para cima de nós. Olho e vejo Niall em cima de mim.
- Ups! Trocamos?
- Sem dúvida! – e reparo que Zayn troca com o Niall saltando rapidamente para cima de mim. Enchia-me ainda mais com aquela coisa viscosa eu gritava com o nojo que sentia. Olhamo-nos por segundos e de repente ele começou a beijar-me o pescoço e a dar leves mordidelas fazendo barulhos de um animal selvagem. Eu ria-me, tinha tantas cocegas no pescoço. Enfim… foi uma tarde bem passada na companhia das melhores pessoas que alguma vez poderia ter imaginado. Rimos muito e festejamos o facto de estarmos juntos, unidos contra tudo e todos.
No entanto tudo o que é bom acaba rápido, foi isto que aprendi a viver. Arrumamos tudo e com grande tristeza deixamos aquele lugar mágico. Eu e o Zayn voltamos para o hotel. Tomei um banho fresco e esperei por Zayn deitada naquela cama macia.
Olhava através da escuridão. Perguntava-me quanto mais iria aquilo durar, quanto tempo lhes restava. Afinal de contas o homem acabaria por encontrar-me, naquele momento já me estaria a procurar desesperadamente louco por vingança e eu deitada, sentia-me tão vulnerável. E o Zayn… estava a arrastá-lo para toda aquela situação. Ele ia acabar por sair magoado e eu não podia deixar, amava-o demasiado… não podia deixá-lo sofrer, eu não iria aguentar.
Depressa me levantei, determinada, de cabeça erguida pronta para agir o mais rápido possível, pronta para seguir o meu plano traçado cuidadosamente…



Enough of happy endings

Capítulo 8

Pff leiam com esta música: http://www.youtube.com/watch?v=2qea3lLr5qQ

Chegamos finalmente ao parque de diversões. O Zayn saiu do táxi e eu saí a seguir mas ele não esperou por mim. Quando olhei para ele, já ia a uma boa distância de mim. O frio invadiu o meu corpo, faltava-me o calor do seu corpo, faltava-me a segurança na sua voz. Procurei-os e ouvi a voz de Niall a chamar-me vivamente, virei-me e… Oh não, é ela!
A rapariga que mais amei, com quem mais ri, com quem chorei, a minha melhor amiga!
Conhecemo-nos no jardim de infância e a partir desse dia nunca mais nos largamos. Fazíamos tudo juntas, como um só… Tivemos más memórias mas não importa, as boas ultrapassavam qualquer outra. Ela foi a única pessoa que me compreendeu, que me conheceu como realmente sou, sem corantes nem conservantes.
Houve uma altura que nos chateamos e não falamos durante mais ou menos um ano. Foi o pior ano que vivi até à altura. Emagreci e não conseguia dormir. Sonhava que no dia seguinte iria ouvir as suas gargalhadas e não os seus olhares incriminadores, sonhava tê-la de volta.
Um dia ela convidou-me para almoçarmos e fazermos as pazes no entanto… foi nesse dia que o homem me veio buscar. Ela deve ter ficado à minha espera durante horas e horas, conheço bem a sua persistência. Pois é… eu não voltei para fazermos as pazes e, pior de tudo, não me despedi dela não recebi um último abraço seu, um último sorriso apontado na minha direção, um último adeus… Dias e dias chorei naquela cave, sentia tanto a falta dela, a falta de Melissa… a força da natureza que era capaz de me pôr a rir sempre que estivesse em baixo.
Ela estava bem à minha frente e também me olhava. E o mais engraçado é que era namorada do Niall… 
- Sophia? És mesmo tu??!! – uma lágrima escapou do seu olho e estendeu-me os braços. Um arrepio assolou-me o corpo, as lágrimas estavam prestes cair mas eu controlei-me, avancei e abracei-a. Senti tanto a sua falta, da sua voz e do seu conforto! 
- Bem… parece que já se conhecem afinal! – Niall recomponha-se desajeitadamente.
- Pois, bem vou ali buscar uma cerveja,vens?
- Sim, parece que elas têm muito que falar! – dá uma gargalhada seca e vai atrás de Zayn.
Agora que estava abraçada a ela não me queria soltar dos seu braços, queria recuperar o tempo perdido.
- Então? Diz-me o que aconteceu Sophia! O homem tratou-te bem?? – perguntou-me agarrando-me nos ombros e olhando-me persistentemente nos olhos. Eu queria mentir, não queria que ela soubesse do meu sofrimento, não queria que tivesse pena de mim… Mas não podia mentir-lhe, nunca lhe menti, NUNCA! Contei-lhe toda a história e confesso que me custou reviver aquilo tudo, aquele pesadelo. Várias vezes as lágrimas me vieram aos olhos mas ela estava lá para me reconfortar. Acabei de lhe contar tudo e senti um alivio dentro de mim, um peso que me tinha saído de cima.
- Obrigado Mel, por me ouvires até ao fim…
- Oh Phia (era como ela costumava chamar-me) de nada, estarei aqui para o que for preciso!
Andamos em montanhas russas, comemos algodão doce e algumas farturas, rimos e sorrimos como já não nos lembrávamos de fazer. Passamos uma noite espetacular, fazia-me recordar os velhos tempos quando ainda não havia complicações, quando só precisávamos de nos preocupar com a escola e namorados. De repente lembrei-me que precisava de arranjar um emprego mas depois tratava disso…
Estava na hora de irmos embora e não sabíamos do Zayn.
- Eu vou procura-lo… vocês podem ir andando – sorri-lhes e a Melissa fez-me um olhar. “Pronto lá está aquela rapariga! Deve pensar que eu e o Zayn estamos juntos ou então quer-nos juntar para variar! Adoro aquela miúda!!”.
Procurei-o durante alguns minutos enquanto esfregava os braços com o frio que se estava a pôr. O parque já estava quase vazio. 
- Zayn? – sussurrava, mas não parecia que ele ali estivesse e cheguei a pensar que tivesse ido embora quando, num recanto vejo-o. Estava a fumar!
- Zayn? – fui ao seu encontro e ele tentou esconder o cigarro.
- O que é que queres?
- Tu fumas? – espreitei pelas costas dele horrorizada com a minha descoberta. Odiava tabaco, matou o meu avô e essa é a minha primeira lição de vida. Nunca mais pude ouvir as suas histórias, aventuras que ele contava num tom grave e rouco, nunca mais pude dormir no seu colo e senti-lo acariciar-me o cabelo. Nunca mais esquecerei aquele dia no hóspital em que ele me pediu para não o voltar a ver porque não queria que o visse naquele estado, a morrer. Ele queria que me lembrasse dele com aquela sua vivacidade característica. E assim o fiz, dei-lhe um ultimo abraço e disse-lhe um “adeus para sempre avô”.
- Larga isso já! 
- Deixa-me em paz!
- Ai é? – virei as costas fui a uma máquina e comprei tabaco. Voltei e mostrei a Zayn – Se não largas isso começo a fumar!
- Sophia!! Não vais mesmo fazer isso pois não? – ele olhava-me com ar preocupado e, satisfeita, percebi que o meu plano estava a funcionar.
- Vou sim! – tirei o isqueiro da mão de Zayn e aproximei-o da ponta do cigarro. Dei uma baforada e o fumo entrou me na garganta. Ao expeli-lo senti a tosse a vir. Tossi até me faltar o ar, estava tão aflita que quase ponderei que iria morrer ali.
- Pronto! Pronto! Eu paro! – atirou o cigarro ao chão e tirou-me o meu da mão. Abraçou-me e disse-me:
- Sentes-te melhor? – dava-me pancadinhas nas costas que realmente ajudavam a aliviar a tosse - Obr…obrigado…
- Obrigado eu, pensei que ia morrer hoje! – ele soltou uma gargalhada.
- Eu não o iria premitir… - acariciou-me o rosto e eu corei. Zayn agarrou-me na mão e começou a andar. 
- Zayn? Onde é que vamos? – estávamos a ir para o oposto da saída – Ainda somos apanhados!
- Descansa… ninguém está cá. – ele subiu para o telhado circular de um carrocel e eu segui-o. Ele deitou-se lá em cima e eu deitei-me ao seu lado.
- Sempre adorei vir cá de noite, deitar-me aqui mesmo e observar a beleza das estrelas… - naquele momento todo o parque estava escuro apenas iluminado pela luz da lua e das estrelas. Eu olhava para ele, estava de olhos fechados como se dormisse profundamente, como um anjo. Entrelaço os meus dedos nos seus carinhosamente e ele aperta-me suavemente a mão. Olhamo-nos nos olhos um do outro e eu sorri. Comecei a sentir humidade a cair, estremeci um pouco e quando estava a prometer a mim mesma aguentar aquele frio senti os braços dele a envolverem-me o corpo. Eu encostei o meu rosto ao seu peito e senti a sua mão a perfurar-me a roupa. Com delicadeza ele pousou a sua mão na minha barriga. Estava quente como uma lareira, reconfortante o que fez com que eu deixasse de tremer. Ele era demasiado bom para mim e isso fazia com que eu me sentisse mal pelas coisas que lhe tinha dito a sangue frio como se ele nem sequer importasse.
- Eu menti-te Zayn... amo-te como nunca amei ninguém – consciente do que tinha dito virei rapidamente a minha cara que escaldava naquele momento. “O que é que eu fui fazer? Sou tão estupida! ESTÚPIDA!”
- Ahh Sophia? – eu virei-me lentamente à espera de uma expressão reprovadora mas só consegui reparar no seu espanto. Ele aproximou-se de mim, pegou-me na cintura e puxou-me para ele. – Eu amo-te Sophia mas… eu não quero que digas isso para eu não ficar triste. Eu aguento a verdade.
Afastou-se de mim e deitou-se novamente. Eu agarrei-lhe na mão e pousei-a no meu peito. Aí ele conseguiu sentir a minha pulsação, o desejo que sentia por ele, a minha paixão… Ele olhou-me com os olhos muito abertos.
- Tu… tu amas-me mesmo? – pegou na minha mão delicadamente.
- Sim, eu amo-te Zayn… desculpa mas eu não aguento mais estar sem te sentir - aproximei-me e juntei os meus lábios aos dele. Ele correspondeu-me e puxou-me para si. Acariciei-lhe o cabelo e beijei-lhe o seu pescoço. Inspirei fundo de olhos fechados, o seu perfume fazia com que o desejasse ainda mais. Beijei-o novamente e permiti que as nossas línguas se juntassem numa harmonia incondicional. Ambos respirávamos ofegantes de desejo, queríamos cada vez mais. Ele afastou-se, olhou-me nos olhos com o fogo no olhar.
- Preciso de te fazer uma pergunta… - fechou os olhos e colou a sua testa à minha ainda com a respiração acelerada. Conseguia ouvir os nossos corações que batiam em sintonia no vazio da noite – Queres… namorar comigo?


Enough of happy endings

Capítulo 7

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Zayn olhou-me de cima abaixo. Deixando escapar um “Uau”. Eu ri-me e dei-lhe uma sapa.
- Para de te babar! Se não queres vir vou eu! – comecei a correr em direção ao precipício mas algo me parou. Era Zayn. Puxou-me a mão e juntou o meu corpo ao dele. 
- Sem mim não vais… - deu-me um beijo na testa e dando-me a mão disse – 1…2…
- Três! – terminei e começamos a correr quando algo nos impede e nos puxa bruscamente para trás.
- Acham mesmo que se iam divertir sem mim? – ouvi uma gargalhada estranhamente engraçada e ambos nos viramos.
- NIALL! – exclamamos com um enorme sorriso de o ver.
- Sim, pois… Estávamos onde? – disse fazendo uma expressão pensativa - Ahh sim, já me lembro!
E, ao chegar-se a nós com um sorriso meigo empurrou-nos e com uma gargalhada foi atrás.
Aquela cascata era extremamente alta e eu tinha vertigens mas algo me fez sentir segura. Enquanto caiamos olhei para a mão de Zayn na minha e sorri-lhe. Ele sorriu-me de volta e puxou-me para ele no meio do ar. Abraçamo-nos enquanto a adrenalina tomava conta de nós e nós riamos. Naqueles braços enquanto sentia o ar bater-me na face fechei os olhos. Sentia-me finalmente livre como um pássaro. Rodopiamos pelo ar os dois juntos como um só. Olhei-o, estava de olhos fechados parecia um autêntico anjo. Beijei-lhe a testa com delicadeza e ele acabou por abrir os olhos e sorrir-me. Ok, tenho de admitir, eu não lhe conseguia resistir nem por nada. Ele aproximou-se de mim lentamente e eu não recusei aproximando-me também. Enroscamos os nossos corpos e os nossos lábios ficaram a milímetros de se tocaram quando uma enorme e espessa quantidade de água nos separou. Tentei encontrar a mão dele no meio daquela espessa e fria penumbra e finalmente vim ao de cima. Tinha pé, olhei em volta e só vi Niall a cair desajeitadamente na água mas Zayn… onde estaria? O meu coração começou a bater incansavelmente rápido. Mergulhei e abri os olhos debaixo de água mas NADA! Vim ao de cima para respirar e alguém me agarrou por trás. Eu assustei-me e quando estava pronta para mandar vir com essa pessoa ela beija-me o pescoço mordendo-o suavemente.
- Zayn! – virei-me e abracei-o – Nunca mais desapareças! Quase morri de ataque de coração por ti seu tolo!
- Ok desculpa Sophia! – largou-se do abraço e olhou-me nos olhos. Aqueles seus olhos matavam-me, roíam-me por dentro, via o desejo que ele sentia por mim transbordar-lhe dos olhos. Começou a aproximar-se lentamente de mim e eu já sentia a sua lenta e serena respiração no meu rosto quando…
- Hey malta!! Foi demais!! – olhamos os dois para Niall com cara de poucos amigos o que fez com que ele se afasta-se – Já não está cá quem falou!!
Eu fiz sinal com os olhos a Zayn apontando para Niall e, numa fração de segundo, tinha já começado uma luta de água. 
- Hey hey não vale!! Dois contra um?
- Ah mas isso trata-se já! – disse eu antes de atirar água a Zayn. Ri-me da sua expressão fingida de fúria.
- Isto agora é pessoal! – aproximou-se de mim estalando os dedos com ar de mauzão. Eu só me ria. Ao chegar ao pé de mim começou a fazer-me cócegas.
- Só lamechices! – eu e o Zayn paramos e fomos em direção a Niall.
- O nosso Nini está com ciúmes!
- Vamos já tratar disso! – Zayn fez uma amona a Niall e eu fiz-lhe cócegas. A tarde passou rápido enquanto nos divertíamos os três. Tenho de admitir que foi um dos melhores momentos que passei a seguir àqueles dois anos que passei enclausurada naquela cave fria, com um cheiro horrível a bolor, bem só de falar disso me dá arrepios…
Tínhamos combinado ir ao parque de diversões à noite com o Niall e a namorada mas antes fomo-nos vestir ao hotel.
Estava na casa de banho a pentear-me enquanto me olhava ao espelho quando vi Zayn na ombreira de braços cruzados a olhar para mim.
- Já estás aí há muito tempo Zayn? – corei continuando a pentear-me.
- Há tempo suficiente para chegar a uma conclusão…
- Conclusão?
Ele aproximou-se por detrás de mim, afastou-me o cabelo para um dos lados e beijou-me o pescoço demoradamente. Eu fechei os olhos sentindo os seus lábios na minha pele, desejando tê-los nos meus. Beijou-me mais acima, perto do queixo e eu perdi as forças, as defesas, deixando cair a escova no chão. Beijou-me no canto dos meus lábios. Calor invadia-me o corpo. Acariciei o seu cabelo. Ele olhou-me nos olhos, pousou a mão no meu pescoço mas antes de ele me puxar eu não me consegui conter e puxei-o contra mim pela sua camisola. Os nossos lábios tocaram-se finalmente. Uma explosão de desejo invadiu-me o corpo. Puxava-o cada vez mais para mim, não o queria largar por nada deste mundo. Eu amava-o e admito! Mas para o proteger tinha de me afastar dele, era inevitável senão acabava ele por sofrer…
Sentia o seu desejo por mim, o seu amor… De repente ele parou o beijo. E com as nossas testas encostadas disse:
- Eu cheguei à conclusão que… que te amo…
- Zayn eu…
- Sophia eu sei que me amas também! – pegou-me nas mãos e sussurrou ao meu ouvido – Diz que também me amas…
O meu coração bateu mais depressa que tudo. Não podia dizer que sim, isso é que não! Então fechei os olhos com força tentando acalmar-me e disse-lhe:
- Não Zayn… desculpa! Eu… eu não te amo…
- Mas… e então o beijo?
Contrai os lábios e tentando não dizer a verdade disse:
- Eu aproveitei-me de ti Zayn… desculpa… - ele largou-se de mim e olhou-me com uma expressão triste no rosto. Consegui ver uma lágrima no canto do olho prestes a cair e baixei a cara tentando esconder as minhas que escorriam pelo rosto. Era tão doloroso dizer-lhe aquelas coisas, aquelas mentiras quando podíamos viver felizes os dois sem preocupações, unidos para sempre…
- Vê se te despachas, não quero chegar atrasado! – as suas palavras frias atingiam-me o coração dolorosamente como flechas. Foi se embora da casa de banho deixando-me desamparada, magoada. Olhei-me ao espelho, limpei rapidamente as lágrimas e entrancei o meu cabelo. Sentei-me na borda da banheira e olhei para o sítio onde me tinha quase afogado. Pensei que talvez fosse melhor se o tivesse feito, ao menos assim Zayn não sofria, ao menos não tinha de olhar para todos os lados da rua à espera de ser atacada, de ser perseguida…
Saímos de casa e fomos o caminho todo sem dirigirmos uma única palavra um ao outro. Eu ainda tentei dar-lhe a mão discretamente enquanto estávamos no táxi mas ele rapidamente enxotou-a. Eu olhava para a janela tentando conter as lágrimas, mas onde estariam os motivos para sorrir? Não os encontrava, estavam extintos da minha vida…
Chegamos finalmente ao parque de diversões. O Zayn saiu do táxi e eu saí a seguir mas ele não esperou por mim. Quando olhei para ele, já ia a uma boa distância de mim. O frio invadiu o meu corpo, faltava-me o calor do seu corpo, faltava-me a segurança na sua voz. Procurei-os e ouvi a voz de Niall a chamar-me vivamente, virei-me e… Oh não, é ela!


Enough of happy endings

Capítulo 6

Pff leiam com esta música: http://www.youtube.com/watch?v=HzC2-GJu1Q8

- Zayn? Zayn Malik? – desconheci aquela voz por completo – Não te via desde que foste… bem tu sabes! Que saudades meu! 
- És mesmo tu? Pensava que tinhas ido para fora do país! Como vão as coisas com a Melissa?
- Vão bem pah! 
- Ahhh… Zayn? Podes-me apresentar o teu amigo por favor? – ainda me estava a recompor do empurrão
- Claro! Este é o … 
- Deixa Zayn. Eu apresento-me! Chamo-me Niall Horan, amigo de infância do teu namorado e o maior comilão à face da terra! – estendeu-me a mão, eu soltei uma gargalhada e apertei-lha.
- Nós não somos namorados meu! – disse Zayn. Passava a mão por aquele cabelo lindíssimo de forma embaraçosa e desajeitada. Eu comecei-me a rir e dei-lhe uma sapa.
- Sophia, a não-namorada do Zayn! – Zayn fez-te cócegas e começaram à luta dando gargalhadas em pleno café.
- Bem… podem não ser namorados mas estão muito perto de o serem! – disse Niall com cara de gozo enquanto comia um hamburger gigante. Eu e o Zayn paramos a luta, cruzamos os braços e olhamos com caras zangadas para Niall.
- Bem… é melhor eu ir andando! Adeus malta vou ter com a Melissa, vemo-nos por ai! – e já a correr acenou-nos com ar assustado.
Quando saiu do café nós começamo-nos a rir um para o outro.
- Adorei conhecê-lo! É tão engraçado! Porque é que não me falas-te nele?
- Ele tinha ido para fora do país e pensei que nunca o iria mais encontrar… Tou tão feliz Sophia! – e pegou-me ao colo abraçando-me. Eu ri-me com ele, adorava vê-lo sorrir daquela forma, adorava vê-lo feliz.
- Vamos dar uma volta? 
- Sim, vou levar-te a um sítio… é uma surpresa, nada de perguntas! – disse pondo-me o dedo nos lábios impedindo-me de falar. Deu-me a mão entrelaçando os seus dedos nos meus e sussurrou-me ao ouvido – Anda comigo…
Puxou-me pela mão e levou-me para um táxi. Tenho de admitir que estava bastante ansiosa, o meu coração batia a mil e nem me atrevia a olhar para o Zayn com medo de não lhe resistir novamente. Passados uns 20 minutos de viagem tínhamos chegado a uma linda clareira. Era um espaço verde incrível, com um lago pequeno e uma cascata ao fundo. 
- Isto é… isto é… - mas eu não consegui acabar, estava maravilhada com aquela paisagem, com aquele sonho.
- Eu sei, é magnífico… - vi uma lágrima no canto do olho de Zayn e apressei-me a abraça-lo – Já passou tanto tempo e parece que ainda foi ontem…

#POV Zayn#
Sophia tinha-me limpado a lágrima e, agora, com a cabeça no meu ombro acariciava-me carinhosamente o meu cabelo.
- Sabes que podes contar comigo para tudo Zayn… eu tou aqui…

#Flashback on#
- Isto aqui é maravilhoso! – disse eu olhando em toda a volta espantado. Respirava aquele ar puro profundamente e desejei não acordar daquele sonho – Sabes que hoje é o meu último dia cá Kate…
- Sei sim amor e é por isso que te trousse aqui. Vamos ter uma despedida à maneira!
- Vou ter tantas saudades tuas minha princesa! – abracei-a e escondi a cara no seu ombro para não mostrar a minha fraqueza, para não mostrar a lágrima que a percorria dolorosamente. Aqueles abraços iriam ser inesquecíveis, eram os melhores.
- Vá, deixemo-nos de lamechices! Vamo-nos divertir à grande! – mas até eu vi uma lágrima no seu rosto. Queríamos esconder a tristeza por detrás dos nossos sorrisos e a saudade por detrás do nosso olhar. Namoramos durante 2 anos e estávamos perto de nos separar.
O fim do dia chegou rápido, a hora da partida estava perto mas queríamos que fosse adiada. 
- Bem… parece que chegou a altura de dizer adeus… - baixei a cabeça esforçando-me ao máximo para não chorar. Senti Kate puxar-me e num beijo intenso ambos choramos.
- Voltaremos a encontrarmo-nos meu príncipe.
- Até sempre amor, diz adeus à minha família e ao Niall por mim e pede-lhes para saírem do país, pede-lhes para sobreviverem e para me esquecerem – e virei as costas nunca olhando para trás dizendo adeus às boas memórias, aos bons momentos, dizendo adeus ao passado…
#Flashback off#

Nunca mais vi Kate desde esse dia e algo me diz que nunca mais a verei pois uns dias depois li uma notícia num jornal que aquele homem me emprestou que informava de um assassínio de uma rapariga à porta de um pub. Dizia que a rapariga se chamava Kate e podia jurar que era ela só pela foto. Chorei durante dias e dias a sua morte fechado numa das salas da cave daquela casa. 
Limpei rapidamente as lágrimas dos olhos ao ver que Sophia me olhava a chorar sem saber o que fazer. Subitamente tive uma ideia.
- Fecha os olhos… - disse-lhe eu depois de lhe dar um beijo na bochecha e de lhe limpar carinhosamente as lágrimas que percorriam lentamente o seu rosto.
Ela fechou-os lentamente e com ar desconfiado. Primeiro olhei-a, admirei a confiança que ela tinha em mim, admirei a sua expressão serena… era tão perfeita…

#POV Sophia#
Estava de olhos fechados enquanto caminhava por entre folhagens espessas. Com o medo de tropeçar agarrava o braço de Zayn com força. O barulho de água a cair aumentava consoante andávamos. De repente paramos.
- Podes abrir Sophia – ouvi Zayn dizer e senti a sua mão na minha. Abri os olhos e vi que estávamos em cima de uma rocha no cimo de uma linda mas enorme cascata.
- Tas pronta?
- Pronta?? – virei-me logo para ele com os olhos muito abertos de espanto. 
- Vamos saltar claro! – já se estava a despir e não pude deixar de admirar o seu corpo moreno. Já estava de boxers e virou-se para mim de braços cruzados.
- Estás à espera do que? – já tinha percebido a ideia e até me agradava. Enquanto Zayn admirava a paisagem lá do cimo eu despia-me ficando de cuecas e soutien. Inspirei aquele ar puro e fechei os olhos sorrindo. Aproximei-me de Zayn, sentei-me ao seu lado e ao encostar a cabeça no seu ombro disse: Prontíssima! Vamos?
Zayn olhou-me de cima abaixo. Deixando escapar um “Uau”. Eu ri-me e dei-lhe uma sapa.
- Para de te babar! Se não queres vir vou eu! – comecei a correr em direção ao precipício mas algo me parou. Era Zayn. Puxou-me a mão e juntou o meu corpo ao dele. 
- Sem mim não vais… - deu-me um beijo na testa e dando-me a mão disse – 1…2…
- Três! – terminei e começamos a correr quando…