segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
– Você sabe que não suporto essa coisa de amor. Odeio a sensação de frio na barriga, odeio suar frio, ficar atrapalhada e não conseguir formular uma frase que supere uma criança de oito anos.
Não aguento ficar noites em claro só pensando nas brechas, nos sorrisos, nos olhares que na minha cabeça você deu para mim.
Não gosto de ficar distraída e sorrindo feito uma boba, enquanto finjo ouvir o que as pessoas falam ao meu redor. Ou mesmo mudar minhas músicas para músicas ridículas de corno e paixões impossíveis.
Odeio ter vindo aqui, porque um horóscopo de internet me disse que hoje era um dia apropriado para te ver, e odeio mais ainda ter escolhido uma roupa para te agradar e penteado meu cabelo de uma maneira diferente para você notar.
Eu fiquei o caminho inteiro ensaiando um discurso enorme e apaixonado, mas agora nem consigo olhar para você, e nem mesmo dizer as baboseiras de amor que me enjoam tanto.
De tudo isso a coisa mais insuportável, e que por mais que eu tente me enganar e vomitar com tudo isso, é que eu realmente to sentindo essa coisa que vocês chamam… de… amor, e… corações… É isso… Acho que… Eu te amo.”
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