domingo, 31 de março de 2013

- eu amo...
- o que?
- chocolate.
- há ok, xau!
- xau chocolate!

Awn! So eu é que acho isto fofo ??

segunda-feira, 25 de março de 2013

sábado, 23 de março de 2013

A História De Uma Vida

Um dia uma amiga minha disse á outra que a vida dela dava para fazer um livro. Então aqui está a história da vida dela. É um pouco grande pois tratasse de dois anos. Espero que gostem. Isto só está no meu Blog porque a pessoa que fez isto não tem Blog e eu perguntei se podia por no meu. Espero que gostem. :)


Neste momento tenho dezasseis anos, já vão lá dois anos e uma história para contar que nem eu imagino fim.
Quando a conheci ela era uma criança, ela não sabia o que era amar, o que era gostar realmente de alguém. Eu falo dela mas nem eu tinha noção da vida. Nunca se sabe o que nos reserva para o futuro podem ter a certeza que eu nunca me imaginei neste papel. Não sabes o quanto me custou lutar. Nunca desistas de uma coisa que te faz feliz, se baixares os braços ninguém irá lutar por ti. Nem mesmo o teu melhor amigo por muito que goste de ti. Porque ele não poderá fazer nada. Tens de ser tu! Sempre…
Tudo começou quando…
Conheci-a por acaso. Ela era da turma do meu irmão desde o quinto ano, eu sabia que ela existia mas nunca tinha falado com ela. Tínhamos amigos em comum, a minha melhor amiga conheci-a desde pequena e dava-se bem com ela. Não foi preciso muito tempo, nós acabamos por nos conhecer… Ela tinha onze anos eu tinha catorze. Podia-vos dizer isto assim, sem mais nem menos, mas vocês não acreditariam em mim. Se eu vos disse-se que me apaixonei por ela à primeira vista? Não me apaixonei por ela só por ser bonita, porque ela não é bonita, é linda. Apaixonei-me por ela pelo seu jeito de ser, pelo seu jeito de falar, pelos gritos aterrorizantes que dava… Por as brincadeiras que tinha, por as bojardas que dizia… Não foi preciso muito tempo para nos começarmos a conhecer melhor. Ninguém sabia o que eu sentia, nem mesmo a minha melhor amiga. Eu estava confusa, pensava que isso me passava e que a acabaria por esquecer, por tanto não quis dar falsos alarmes. Tinha medo da reacção dela.
Ela é mais nova que eu, três anos, cinco meses e nove dias. Para mim foi um choque quando realmente me apercebi que gostava mesmo dela, mas gostar de verdade! Eu estava apaixonada por uma gaja, não por uma gaja qualquer… Mas sim, eu estava apaixonada por uma gaja!
E agora?! Que faço?! Digo-lhe?! Que faço?! Ela nunca irá compreender! Que faço?! E agora?!... Senti-me assim durante dias … Não sabia mesmo o que fazer. Estava perdida. Sentia-me como se não soubesse para onde era norte. Era como se a minha bússola não funcionasse e eu estivesse no meio do nada, sem reservas. Fui ganhando coragem, até que numa tarde decidi contar á minha melhor amiga. Custou-me tanto, mas tinha de desabafar com alguém. Quando eu contei á minha melhor amiga, não me consegui conter e comecei a chorar. Ela apareceu de repente e não estava sozinha. Eu estava chorando e ela aproximou-se e eu contei-lhe que estava começando a gostar dela de outra forma. Ela ouviu-me, mas fingiu que não era nada e pensava que isso passava, mas não, eu sabia o que sentia, o que queria. Só não sabia o que fazer…
Nos primeiros tempos foi difícil. Ela sempre gostou muito de mim, mas não como eu queria. Tínhamos brincadeiras que ela não tinha com mais ninguém. Um dia chegou a altura dos ciúmes. Eu não a aguentava ver com outras pessoas, eu não aguentava ver com outros gajos e não puder fazer. Ela não gostava de mim mas sabia que eu gostava dela. Estávamos quase sempre chateadas, mas ficávamos sempre bem. Tentei-a beijar muitas vezes, ela fugia, mas era divertido ver a cara de parva dela… Asserio… era bué divertido.
Ela não sentia o mesmo por mim mas não eu não queria desistir. Sempre soube que ela sentia algo. Não amor, mas algo, tipo… eras como irmãs.
O ano acabou e separámo-nos. Ela vive a 2 km de mim não era muito difícil estar com ela. Durante as férias só a vi três vezes e uma delas foi nos anos dela. Estivemos juntas numa piscina e houve química. Mas ficámos por aí, não passou de química. A mãe dela não gosta de mim e se ela soubesse que eu gostava da filha dela então matava-me e dava-me de comer aos porcos! Mas a mãe dela não sabe. Nem precisa de saber.
Á duas semanas que não me respondia às mensagens, e desligava-me o telemóvel… Isto era tão estranho. Ela nunca me fazia isso. Estava chateada comigo e eu desconhecia os motivos. Estávamos nas férias de verão e eu já não sabia nada dela á algum tempo. Por tempos esqueci-a, como já não a via, como ela já não queria saber de mim comecei a namorar com um moço. Era um namoro de verão e já não era a primeira vez que estava a namorar com ele. Ele gostava mesmo de mim. E pensei que a acabaria por esquecer. Tinha passado um mês sem notícias dela e pensava mesmo que ela já não queria saber de mim. Chorei tanto, se ao menos soubesse por que razão é que ela estava chateada comigo… Mas ela nem isso me dizia. Passou-se um mês e dez dias, nada de noticias dela. Estavam aí os dias medievais e ela ia de certeza. Eu já tinha acabado com ele. Não aguentava mais a tentar enganar-me. Eu gostava mesmo dela. Podes ter a certeza. Ela não me saía da cabeça nem mesmo á força.
Nos dias medievais, nos dois primeiros dias não a vi. A minha auto-estima baixou, a minha esperança de a ver estava mesmo a acabar. Finalmente vieram notícias boas. Um amigo meu disse-me que tinha estado com ela. E disse-me onde é que a podia encontrar. Fui lá, fiquei uma hora a observá-la. Ela já tinha dado conta da minha presença e simplesmente ignorou-me. Eu também o fiz mas custou-lhe mais a ela. Era como se alguém a tivesse a obrigar. Era estranho… ela saio do sitio onde se encontrava e eu segui-a e agarrei-a e disse-lhe qualquer coisa como: “eu não quero a tua amizade, só quero saber porque não me falas!”. Mas ela insistia para a deixar ir embora, até que cedi e larguei-a. Mas fui atrás dela. E fiquei mais uma meia hora a observá-la. Ela voltou para o sítio onde a tinha estado a observar pela primeira vez e voltei a tentar falar com ela. Mas ela simplesmente voltou-me a ignorar. Tinha-me fartado de me rebaixar inúmeras vezes sem sucesso. Para mim tinha chegado ao fim. A única coisa que me ajudaria era o álcool. Apanhei uma bebedeira tão grande que já não via o chão, já não ouvia nada. Só me lembro da minha mãe me dar uma chapada e eu começar-me a rir.
Quando fiquei consciente não me lembrava do que tinha feito. Mas veio-me á memória a voz dela, o cheiro dela. Aí lembrei-me que tinha entrado em contacto pessoal com ela, mas não tinha tido sucesso. Fiquei por aí, se ela tinha mesmo a certeza que não queria saber de mim então que fosse feliz. Mas eu precisava dela, por muito que eu saiba que ela não queria ter nada comigo eu sentia-me estupidamente mal. E continuei sem saber o que fazer.
Faltava duas semanas para as aulas começarem. Aí eu poderia falar com ela com mais calma. Apesar da raiva que tinha, eu queria a minha baby de volta. Cada vez que me lembro do que sofri nessas férias nem vontade tenho de comer. Mas é passado.
A escola começou, tinha tanta raiva que cada vez que passava por ela nem lhe olhava. Passava a vinte metros de distância dela e quando vinha na minha direcção eu simplesmente mudava de passeio. Eu sei que lhe custou, mas custou-me mais a mim. Só foram dois dias assim nesse ambiente. Eu decidi ir falar com ela e resolver tudo. Disse-lhe que precisávamos de falar. Falámos mas só me lembro do nosso abraço, fui com tanta força que quase a esmagava. Foi um momento especial. Ficámos bem. Como de antes.
Agora era mais velha, estava mais mulher. Já não era aquela menina pequenina que eu conheci. Eu ainda tinha na memória todos os nossos momentos. Ela pensava que eu já não gostava dela. Mais tarde vim saber que ela teve um mês e vinte e cinco dias sem me falar porque queria que eu a esquecesse… Mas isso nunca aconteceu…
Arranjei um novo namorado, eu no princípio acho que gostava dele, não o amava, mas sentia um fraco. Ela pensou que eu já estava noutra e que já não a amava mas isso não era assim. Eu gostava dele, mas ela… Ela sempre foi o meu amor. Sempre foi aquela pessoa que estava a toda hora na minha cabeça e que nunca saia de lá, nem mesmo á força. Namorei com ele dois meses e acabei por acabar com ele. Não o queria fazer sofrer mais. Eu não gostava o suficiente dele para ter algo. Ele estava iludido e era o melhor que eu tinha a fazer.
Eu contei-lhe que ainda gostava dela e que ia continuar a lutar por ela. Não me lembro o que ela disse mas só sei que a desiludi. Mais uma vez
Algo tinha mudado. Ela estava diferente, estava mais objectiva. Ela cresceu, dava para ver. Eu já tinha dezasseis anos e ela doze. Recompusemos a nossa amizade e voltou tudo ao que era de antes.
Ela é tão linda. Apesar da nossa diferença de idades somos da mesma altura. É tão embaraçoso, é esquisito mas já me habituei. Ainda por cima tem aquele jeitinho que parte corações… gosto tanto dela...
Tinha de arriscar, não podia estar mais tempo sem fazer nada.
Uma vez perguntei-lhe se alguma vez iria ter uma oportunidade com ela e ela evitou dizer mas a resposta não foi a que eu queria ouvir. E ainda se agarrou a mim, senti-me tão mal... eu de vez em quando perguntava-lhe isso e ela dizia que nunca iria gostar de gajas e que eu nunca se iria apaixonar por mim.
Comecei-me a cortar. Não aguentava mais todo o sofrimento que estava dentro de mim. Para combater esse sofrimento todo precisava do amor dela, mas ela não mo dava. Cortava-me para tentar combater o sofrimento que tinha dentro de mim, mas a dor dos cortes nunca é soficiente.
Era o último dia do primeiro período. Eu, ela, mais uns amigos nossos, jogámos ao bate-pé. É tipo ao verdade e consequência. Ela pediu-me um beijo e quando fui beijá-la tentei meter a língua mas ela não deixou. Fiquei desanimada porque era o que eu mais queria. Mas ela ter-me pedido um beijo já é um começo.
Foi na festa de natal, nesse mesmo dia á noite. Nós já tínhamos tido aqueles momentos muito especiais que quase nos beijávamos, aqueles momentos das telenovelas e isso…
Estávamos sozinhas, agarradas, infelizmente foi tão rápido, mas, ela beijou-me. Pela primeira vez ela beijou-me asserio! Ela já me tinha beijado mas desta vez fui um beijo diferente, a…. Ela deu-me um linguado. Fiquei chocada. Foi de tão de repente! É claro que gostei. Nunca irei esquecer aquele momento. E depois fomos actuar juntas. Eu toquei com a turma dela porque faltava um elemento e eu o substituí. Actuei tremendo pelo que se tinha passado. Foi o melhor momento da minha vida. Foi dia 14 de Dezembro, nunca mais me esqueço. Esse dia mudou tudo. A partir daí, começamos a curtir sempre que estávamos sozinhas. E algo desenvolveu. Ela começou a sentir um fraco por mim e esperança negativa desapareceu. Agora já não a ia largar, não queria perder o que tinha lutado até agora. Eu nunca a obriguei a fazer nada, eu não sou assim. Apenas confiei no tempo, e esperei. Quando curtíamos era para partir tudo. Nada resistia. Curtimos em tantos sítios que metade já nem me lembro. Acabou por acontecer o que eu menos achava que iria acontecer. Ela começou a gostar de mim.
Deixei-me de me cortar. realmente percebi que não vale a pena, não resolve nada.
Estava na altura de dar um passo em frente. Tinha ido passar um fim-de-semana á casa da minha melhor amiga. Era sexta-feira e sem pensar pedi-lhe em namoro por mensagem. Se eu não tivesse confiante eu não lhe teria pedido. Ela quis fazer-se de difícil e disse-me que logo me daria a resposta no sábado. Nessa mesma tarde nos tínhamos estados juntas e também acabámos por curtir.
Chega sábado, era de tarde e ela foi á casa da minha melhor amiga. Deitámo-nos numa cama, começamos aos beijos e perguntei-lhe novamente qual é que era a resposta dela. E ela disse que sim, que queria namorar comigo. Namorámos a tarde toda, foi tão bom. No domingo foi igual, ela foi lá outra vez e namorámos a tarde toda.
Começam os ciúmes outra vez… desta vez era diferente porque nós namorávamos mas ninguém sabia a não ser os amigos mais próximos. Não aguentava a ver com outras pessoas. Antes fosse só falar, mas agarravam-se a ela, ela maioria das vezes não fazia nada. E eu muito menos podia fazer. Se fizesse alguma coisa ia dar muito estrilho, e a última coisa que eu queria menos nessa altura era que os outros descobrissem tudo. Aconteceu um stress e acabei com ela. Arrependi-me logo porque eu amo-a tanto. Mas nesse mesmo dia resolvemos as coisas e desta vez foi ela que me pediu em namoro. É claro que eu aceitei.
Mas antes fossem só os ciúmes… Nós já tínhamos a fama de bissexuais e isso não era nada bom para o lado dela. A mãe dela poderia vir a saber e eu podia a perder para sempre. Ainda por cima a mãe dela não gosta de mim. Tínhamos de ter cuidado em todo o lado. Não podíamos estar juntas na escola. Não podíamos estra juntas em lado nenhum, sendo assim, porque eu só estava com ela na escola, praticamente.
Aconteceu o que eu mais temia. Era de noite eu estava em casa. Já estava deitada mas estava preocupada porque de repente ela deixa-me de me responder ás mensagens… passado uma meia hora ela liga-me a chorar, não conseguia falar. Eu vi logo que se passava algo. Nunca a tinha visto naquele estado e comecei a tremer. Alguém tinha dito á mãe dela que nós namorávamos. Enquanto ela foi tomar banho a mãe dela foi-lhe ver o telemóvel e teve confirmações. Se ela tivesse apagado as mensagens nada disso acontecia. Ela estava mal e não sabia o que fazer. A mãe dela proibiu-a de falar comigo e obrigou-a a acabar tudo. Ela assim o fez porque nunca tinha visto a mãe naquele estado e não queria que a mãe contasse ao pai porque tinha medo que o pai reagisse pior e se ela voltasse a falar comigo a mãe mudava-a de escola. Fiquei em choque. Não estava mesmo á espera que isso acontecesse. Ela não sabia o que fazer e eu também não. Alguns dias depois ela acaba comigo porque pensa que é o melhor a fazer.
Ela arrependeu-se de ter acabado comigo. Foi obrigada e achava que não era o que estava certo, não era isso que ela queria. O coração dela estava a sofrer porque me amava e queria ficar comigo. Eu gostava tanto dela que naquela altura não hesitei e pedi-lhe em namoro. Ela aceitou.
Estávamos juntas de manha na escola. Tinha de ser rápido porque podia aparecer alguém e depois iam contar ao irmão dela.
Era o último dia do segundo período. Nós tínhamos acabado de estar juntas á cerca de uma hora. Estivemos a despedirmo-nos porque estava aí as férias da páscoa e supostamente não íamos estar juntas durante duas semanas.
Tudo parecia estar mais calmo até que ela ligou para a minha melhor amiga e pede-lhe para me passar. Estava a chorar e pediu-me para eu me sentar. Eu vi logo não era coisa boa. Tinham mandado uma mensagem em anónimo á mãe dela a dizer que nós tínhamos voltado. Desta vez a mãe dela até telefonou para um psicólogo a perguntar se era normal uma miúda de doze anos saber o que sente e por quem sente. Se ela diz que gosta de mim e porque tem a certeza do que sente. Eu conheço-a, sei que se ela não gostasse ela não tinha feito o que fez até agora. E mais uma vez a mãe dela falou da minha família. Que raio pôr sempre a minha família ao barulho! Eu sei que o meu pai é doente mas isso não significa que a minha família seja uma má família. Essa mulher odeia-me mesmo. Mas se ela soubesse o quanto é que amo a filha dela, tenho a certeza que a opinião dela seria diferente, menos má, acho eu. A mãe dela acha que eu obrigo a filha a gostar de mim. Ainda estava a falar com ela por telemóvel e deixo de conseguir de respirar quando ela me pede desculpa, eu percebi logo qual tinha sido a decisão dela. Ela ia se afastar e desta vez seria para sempre, disse ela. Eu comecei a chorar e não conseguia respirar. Eu estava com um grupo de amigos nessa mesma tarde quando ela me ligou.
Entraram todos em estado-choque quando me viram me viram naquele estado e não pararam de me perguntar o que se passava. Senti-me como se o meu mundo desmoronasse e eu estivesse debaixo dele, sem forças para o suportar. Tentei ser forte, normalmente costumo tentar ser sempre mais forte que ela. Ela é mais pequenina e precisa mais de mim do que preciso dela. Eu volto-lhe a ligar e disse-lhe que ia esperar o tempo que fosse necessário e que a amava muito essas coisas lindas que se dizem. Deu para ouvir o sorriso dela. E nesses últimos 10 minutos ela foi a única coisa capaz de me fazer sorrir.
A mãe dela nunca irá aceitar, nunca irá compreender.
A última coisa que eu quero neste mundo é que me separem dela. Nós não acabámos. Não vou puder estar com ela, mas não preciso estarmos sempre juntas para ela saber que a amo. Ela pode estar no outro lado do mundo, o tempo que quiser que o que vou sentir por ela não mudará.
É tão… lindo o que sinto por ela que tenho medo de me apaixonar por outra pessoa porque sei que nunca vou sentir por ninguém o que sinto por ela. Mas eu sei que isso não vai acontecer tão cedo. Tenho medo que ela deixe de gostar de mim. Mas se assim for espero sinceramente que seja feliz. Por enquanto estamos felizes juntas. Quando ela fizer 18 anos e se ela ainda me amar vamos fugir para longe, para Londres. É um sonho nosso eu espero o tempo que for necessário. E se não for suficiente eu espero uma vida toda. Tipo... Para sempre…